sábado, 24 de abril de 2010

Se eu morrer...


Sobrevivi a mim com tamanha
força que acordarás ás fúrias do pálido e do frio
de sul a sul, ergue teus olhos indeléveis,
de sol a sol sonha através da tua boca cantante.
Não quero que sua risada ou teus passos hesitem.
Não quero que a minha herança de alegria morra.
Não chames. Estou ausente.
Vive em mim ausência como em uma casa.
A ausência é uma casa tão rápida
dentro passarás pelas paredes
e pendurarás quadros no ar.
A ausência é uma casa tão transparente
que eu morta, te verei vivendo,
e se sofreres, meu amor,
eu morrerei novamente.

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